Férias nos EUA: Lidando com a alta do dólar

Na próxima semana estou embarcando para minhas férias nos Estados Unidos. Não é exatamente um bom momento para fazer uma viagem internacional, com toda essa crise e com o dólar nas alturas, não é mesmo? Eu já estava com viagem marcada e passagem comprada quando o dólar começou a subir. Nesse post eu conto o que fiz para manter a calma e não cancelar a viagem. 🙂

Por que estou indo para os Estados Unidos?

Pois bem, essa é a principal razão de eu  não ter desistido. Minha melhor amiga, a Camila, foi morar nos EUA no início de 2014, e desde o momento em que fiquei sabendo que ela ia, já combinamos que eu iria pra lá visitar. Fizemos planos de ir pra Disney juntas, conhecer Orlando, Miami, quem sabe a Califórnia também? Fizemos mil planos. Era pra eu ter ido ano passado, mas meu dinheiro ainda não era suficiente, e como a Camila já estava louca de saudades da família e dos amigos, ela veio passar as festas de fim de ano. Logo depois disso, eu já estava começando os preparativos para a viagem – e foi aí que o dólar começou a subir pra valer.

Comprando passagens com pontos

Comecei a participar do Multiplus (programa de pontos de fidelidade da TAM que tem muitos parceiros) logo que voltei da viagem que fiz a Londres, em fevereiro/março de 2013, e em dois anos eu já tinha uns 40 mil pontos. No início de 2015, eu já tinha muitos pontos e estava esperando uma promoção para resgatar e marcar a viagem. Em geral, uma passagem para New York custa cerca de 40 mil pontos o trecho (ou seja, 80 mil pontos ida e volta), mas eu consegui um valor promocional de 42 mil pontos ida e volta. A única coisa que é necessário pagar em dinheiro são as taxas de embarque e impostos, que deu cerca de R$ 200,00.

Eu juntei pontos Multiplus voando pela TAM dentro do país, transferindo os pontos do cartão de crédito, abastecendo nos postos Ipiranga pra transferir os Km de Vantagens e comprando em lojas parceiras sempre que possível para ganhar pontos. Se quiserem um post explicando direitinho como funcionam os programas de fidelidade, deixem um comentário aqui no blog que eu faço 🙂

Escolhendo opções alternativas de hospedagem.

Como minha amiga mora em Montclair – New Jersey (que é ao lado de New York), a maior parte do tempo eu ficarei com ela lá onde ela mora. Mas como nós duas também vamos para Orlando e Miami, tivemos que optar por formas acessíveis de hospedagem.

Em Orlando alugamos um quarto bem bacana pelo AirBnb (e o moço que alugou pra gente é brasileiro!). O Airbnb é um site onde você pode encontrar acomodações exclusivas direto com anfitriões locais, e muitas vezes com preços mais em conta, além de outras vantagens. É possível alugar uma cama, um quarto e até mesmo uma casa ou apartamento inteiro. Você negocia direto com o proprietário e pode ver no site as avaliações de quem já se hospedou por lá. Muitos anfitriões oferecem wifi, guia turístico, academia, e disponibilizam lavanderia e cozinha para os hóspedes. Se quiser ver o quarto que escolhemos, clique aqui.

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Nosso quarto em Orlando, pelo AirBnb (foto: divulgação)

Já em Miami, escolhemos um quarto compartilhado em um hostel (uma espécie de hotel alternativo mais barato para mochileiros). Vamos dividir o quarto com mais quatro pessoas, todas meninas, pois eles tem a opção de quarto feminino. Você tem uma cama e um cofre no quarto para guardar suas coisas. Eles oferecem muitas facilidades, e tem café da manhã, almoço e jantar no próprio hostel. O legal é que a gente conhece pessoas de vários lugares do mundo por lá, já que a socialização é bem maior do que nos hotéis convencionais.

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Nosso quarto compartilhado no hostel de Miami (foto: divulgação)

Como guardar dinheiro para viajar?

Eu já tinha uma reserva para viajar, mas com a alta do dólar precisei juntar um pouco mais para poder viajar tranquila, já que vou ficar 22 dias por lá. Para isso, comecei a buscar vários trabalhos extras como freelancer, separei roupas e calçados para desapegar no Enjoei, cortei gastos e comecei a comprar só o necessário.

Também me planejei para comprar algumas coisas com antecedência, como as hospedagens e os ingressos para os parques da Disney e da Universal pelo Decolar.com, que permite parcelar o valor no cartão de crédito em várias vezes sem juros, além de congelar o valor do dólar no momento da compra. Dessa forma, eu coloquei parte dos gastos lá pra frente, e diminui o risco de pagar a mais caso o dólar subisse.

Como trocar o meu dinheiro?

Quando fui a Londres, utilizei o Visa Plus para sacar dinheiro lá com o meu cartão de crédito direto na moeda local. Era mais seguro, mais fácil e mais barato, e depois tudo vinha na fatura já com as taxas de saque e os impostos. Deu super certo!

Porém, como dessa vez o dólar não parava de subir, assim que pude fiz um travelcard, que é um cartão de débito carregado com a moeda desejada. O legal é que além congelar o valor do dólar na data da carga, é possível acompanhar o saldo e as  movimentações através de um aplicativo no celular, e em caso de perda ou roubo, você consegue bloquear o cartão e transferir todo o saldo para um novo cartão (e dá para retirar o cartão em vários locais, inclusive fora do Brasil. Eles dão toda a assistência possível). Também é possível carregar o cartão online ou direto na agência de câmbio. Comprei meu travelcard da B&T pela Latina Exchange Bureau, aqui de São Leopoldo. São super confiáveis, atenciosos e tem uma ótima cotação.

Don’t panic!

Com muita-calma-nessa-hora, um bom planejamento e fazendo as adaptações necessárias é possível fazer aquela viagem sem sustos, apesar da crise e do dólar alto. Acompanhem a minha viagem aqui no blog 🙂

usa7dias

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